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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Como funcionam as placas-mãe - PARTE I

Se você já viu um computador por dentro, já reparou na peça que conecta todos os demais componentes: a placa-mãe. Uma placa-mãe permite que todas as partes de seu computador recebam energia e comuniquem-se entre si. As placas-mãe evoluíram bastante nos últimos vinte anos. As primeiras placas tinham poucos componentes funcionais. A placa-mãe do primeiro IBM PC tinha somente um processador e slots. Os usuários conectavam componentes como controladoras de discos rígidos e memória nos slots.  Hoje, as placas-mãe ostentam uma variedade de itens embutidos nela que afetam diretamente a capacidade  e potencial de atualizações do computador. Neste artigo, veremos os componentes gerais de uma placa-mãe.
O computador precisa ter uma placa-mãe para funcionar. Sua principal função é abrigar o chip do microprocessador do computador e permitir que tudo se conecte a ele. Tudo o que faz o computador melhorar sua performance faz parte da placa-mãe ou se conecta nela via um slot ou uma porta.

O formato e o desenho de uma placa-mãe é chamado de tamanho físico. O tamanho físico influi onde os componentes devem se encaixar e na forma do gabinete. Existem milhares de tamanhos físicos específicos que as placas-mãe usam para que possam se encaixar dentro de gabinetes padrão. Para uma comparação de tamanhos físicos, passado e presente, veja esse site (em inglês) Motherboards.org.

O tamanho físico é somente um de muitos padrões que se aplicam às placas-mãe. Alguns outros são:

•o soquete para o microprocessador determina que tipo de Unidade Central de Processamento (CPU) a placa-mãe usa;

•o chipset faz parte do sistema lógico da placa-mãe e é geralmente feito de duas partes: a ponte norte e a ponte sul. Essas duas "pontes" conectam a CPU a outras partes do computador;

•o chip da memória BIOS (Basic Input/Output System) controla a maioria das funções básicas do computador e realiza um auto-teste toda vez que você o liga. Alguns sistemas tem BIOS duplas, que fornecem um backup no caso de um deles falhar ou no caso de erro durante a atualização;

•o chip do relógio de tempo real é um chip que funciona operado por bateria (em inglês) e mantém as configurações e o tempo (data/hora) do sistema.

Os slots e portas encontrados na placa-mãe incluem:
 
•PCI (Peripheral Component Interconnect)- conexão para placas de vídeo, som e captura de vídeo, assim como placas de rede;

•AGP (Accelerated Graphics Port) - porta dedicada para placas de vídeo;

•IDE (Integrated Drive Electronics) - interface para os discos rígidos;

• USB (Universal Serial Bus) ou Firewire - periféricos externos;

•slots de Memória.

Algumas placas-mãe também têm novos avanços tecnológicos:
 
•RAID (Redundant Array of Independent Discs) permitem que o computador reconheça diversos discos rígidos como sendo um único;

•PCI Express é um novo protocolo que atua mais como uma rede do que um barramento. Ele pode eliminar a necessidade de outras portas, incluindo a porta AGP;

•ao invés de placas plug-ins, algumas placas-mãe já vem com som, vídeo e rede embutidos ou outros periféricos.
Muitas pessoas pensam na CPU como uma das partes mais importantes de um computador. Veremos como isso afeta o resto do computador nas próximas seções.

Saquetes e CPUs
 
A CPU é a primeira coisa que vêm em mente quando muitas pessoas pensam sobre a velocidade e performance de um computador. Quanto mais rápido é o processador, mais rápido o computador consegue "pensar". Antigamente, todos os processadores tinham o mesmo conjunto de pinos que conectavam a CPU à placa-mãe, chamado de Pin Grid Array (PGA). Esses pinos se encaixavam em um soquete conhecido como Soquete 7. Isso significa que qualquer processador se encaixava em qualquer placa-mãe.

Hoje, contudo, os fabricantes de CPU, Intel e ADM, usam uma variedade de PGAs, onde nenhum se encaixa no Soquete 7. Enquanto os microprocessadores avançam, eles precisam de mais pinos para lidar com novas características e também com o intuito de fornecer mais energia para o chip.
As configurações atuais do soquete são nomeadas de acordo com os números de pinos no PGA. Os mais comuns são:
 
•soquete 478 - para processadores Pentium e Celerom mais antigos;

•soquete 754 - para processadores AMD Sempron e alguns processadores AMD Athlon;

•soquete 939 - para processadores AMD Athlon mais recentes e mais rápidos

•soquete AM2 - para os mais novos processadores AMD Athlon;

•soquete A - para processadores AMD Athlon mais antigos.
A mais nova CPU da Intel não tem PGA. Ao invés disso, ela tem um LGA também conhecido como soquete T. LGA que quer dizer Land Grid Array. Um LGA é diferente de um PGA, pois os pinos fazem parte do soquete e não da CPU.
 
Qualquer pessoa que já tiver uma CPU específica em mente, deve escolher uma placa-mãe baseada naquela CPU. Por exemplo, se você quer usar um dos novos chips feitos pela Intel ou AMD, deve selecionar uma placa-mãe com o soquete correto para aqueles chips. As CPUs não vão se encaixar em soquetes que não combinam com seus PGAs.
 
A CPU se comunica com outros elementos na plca-mãe por meio do chipset. Veremos a seguir os chipsets com maiores detalhes.
 
Chipsets

O chipset é a "cola" que conecta o microprocessador ao resto da placa-mãe, e assim, ao resto do computador. Em um PC, ele consiste em duas partes básicas, a ponte norte e a ponte sul. Todos os diversos componenetes do computador se comunicam com a CPU pelo chipset.

A ponte norte se conecta diretamente ao processador via barramento frontal (FSB- Front Side Bus), também conhecido como barramento externo. Um controlador de memória está localizado na ponte norte, onde a CPU consegue um acesso rápido à memória. A ponte norte também se conecta ao AGP ou ao barramento PCI Express e à própria memória.
A ponte sul é mais lenta do que a ponte norte, e a informação da CPU tem que ir pela ponte norte antes de chegar à ponte sul. Outros barramentos se conectam à ponte sul ao barramento PCI, às portas USB e às conexões de dísco rígido IDE ou SATA.
As seleções de chipset e CPU caminham juntas, porque os fabricantes otimizam os chipsets para funcionarem em específicas CPUs. O chipset é uma parte integrada da placa-mãe e não deve ser removido ou atualizado. Isso significa que os soquetes das placas-mãe não têm somente que se encaixar à CPU. Os chipsets das placas-mãe tem que funcionar de forma otimizada com a CPU.
 
Na próxima seção, falaremos sobre barramentos, memória e outras características que compõem a placa-mãe.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Entenda o básico sobre SLI e Crossfire

SLI e Crossfire são tecnologias que permitem o compartilhamento de duas ou mais placas de vídeos funcionando simultaneamente.

Publicado em: 4 de outubro de 2010 Leituras: 458 Canal: Hardware Autor: Marciano Dias

História

O modo SLI foi originalmente desenvolvido pela 3Dfx Interactive, empresa que desenvolvia chipset gráficos e responsável pelo primeiro compartilhamento de duas placas de vídeo em SLI. Nessa época, SLI tinha outro significado: Scan-Line Interleave.
A primeira placa de vídeo a usar o modo SLI foi a Voodoo 2, nessa época, o modo SLI dobrava o desempenho. No ano de 2000, a empresa 3Dfx Interactive foi comprada pela Nvidia, que, anos mais tarde fez o relançamento do modo SLI, desta vez com outro significado: Scalable Link Interface.
Abaixo temos duas placas de vídeo Voodoo 2 em SLI conectadas por um cabo externo. Veja:


Hoje em dia as placas de vídeo Voodoo 2 estão extintas. Embora hoje as consideremos fracas, antigamente eram consideradas Topo de Linha.

SLI

Em 17 de novembro de 2004 foi relançado o novo modo SLI, desta vez com outro significado e com outro fabricante de chipsets gráficos.
Agora, SLI significa Scalable Link Interface (ou Interface de Link Escalável). O fabricante agora é NVIDIA, uma das maiores empresas chipsets gráficos do mercado, que em 2000 comprou a 3Dfx.
Ao contrário do que muitos pensam, placas de vídeo em SLI não dobra o desempenho dos jogos na prática. O SLI apenas aumenta o desempenho de alguns jogos.
A comunicação entre as placas de vídeo é feita através de um conector dedicado, chamado ponte SLI. Portanto normalmente as placas não usam o barramento PCI Express para transferir dados entre elas ? e é por isso que usar o slot PCI Express no modo x8 não é tão problemático. A exceção fica por conta de algumas placas de vídeo mais simples que suportam SLI usando o barramento PCI Express para fazer a comunicação entre as placas.
Abaixo temos duas placas de vídeos em SLI. Veja:

Ao contrário das placas de vídeo mais modestas, as placas da imagem acima possui um conector dedicado, chamado de Ponte SLI. Nesse casso normalmente as placas não usam o barramento PCI Express para transferir dados entre elas, a Ponte SLI faz a comunicação.
O SLI está disponível apenas para placas PCI Express e você precisa ter uma placa-mãe com dois (ou três, no caso do SLI de três vias) slots PCI Express x16 e a placa-mãe precisa ser baseada em um chipset da NVIDIA. Saiba que dependendo do chipset os slots PCI Express x16 podem funcionar a 8x quando o modo SLI está habilitado.
Originalmente para usar o SLI as placas de vídeo tinham que ser idênticas ? o mesmo chip gráfico, o mesmo fabricante e até mesmo ter a mesma versão de BIOS. A partir da versão 80 do seu driver de vídeo a NVIDIA relaxou um pouco e agora as placas de vídeo podem ser de fabricantes diferentes, mas elas precisam ser baseadas no mesmo chip gráfico. Esta regra é válida para todas as versões do SLI (SLI, Quad SLI e SLI de três vias).
Abaixo temos uma ponte SLI de duas vias. Veja:

Na figura abaixo você pode ver uma ponte de 3 vias. Veja:


Uma implementação do modo SLI requer, além de duas placas compatíveis, uma placa-mãe com barramento PCI Express duplo, e drivers compatíveis. Além disso, para um desempenho otimizado é necessário um "perfil" de configuração para o jogo utilizado.

Hybrid SLI

O Hybrid SLI é um nome genérico para duas tecnologias: GeForce Boost e HybridPower.
O GeForce Boost é uma tecnologia voltada para micros básicos equipados com vídeo on-board para aumentar o desempenho 3D. Nem todas as placas mãe suportam o uso do GeForce Boost, porem, nos caso em que é possível fazer o uso, são basicamente em placas mães com Chipset NVIDIA. Ao instalar uma placa de vídeo você pode configurar o vídeo on-board e a placa de vídeo para trabalharem juntas em paralelo no modo SLI, aumentando assim o desempenho 3D.
O HybridPower, por outro lado, é voltado para micros de alto desempenho. Esta tecnologia desliga as placas de vídeo quando você não está rodando jogos, deste modo é possível economizar energia. Neste caso o vídeo é produzido pelo chipset (ou seja, vídeo on-board).

CrossFire

Após a NVIDIA ter saído na frente oferecendo a possibilidade do usuário poder ter duas (ou mais) placas de vídeo compartilhando desempenho, a ATI tratou de criar algo similar, o Crossfire.
O modo Crossfire foi lançado em 26 de setembro de 2005 pela ATI (que já tinha sido comprada pela AMD) para concorrer diretamente com o SLI desenvolvido pela NVIDIA.
No começo, o Crossfire trouxe uma vantagem em relação ao modo SLI: o usuário poderia usar duas placas de vídeo diferentes, o que originalmente a NVIDIA não aceitava, tempos depois isso mudou, porém, com algumas regras. Ou seja, ATI abriu a possibilidade do usuário usar placas de vídeo ATI com chip gráfico diferentes, ainda assim existe algumas limitações, onde, embora a placa seja diferente, precisam ser da mesma família.
A primeira geração do CrossFire tinha dois problemas principais. Primeiro era necessário o uso de uma placa "mestre", chamada "CrossFire Edition", que era diferente do modelo convencional vendido no mercado ? e tinha um chip adicional chamado "motor de composição" ("composition engine"). Por exemplo, havia a Radeon X650 CrossFire Edition e o modelo padrão Radeon X850 XT. Você não poderia usar duas placas Radeon X850 XT, uma delas precisava ser "CrossFire Edition".
O segundo problema era que você precisava de um cabo externo para conectar as placas de vídeo. Este cabo conecta a saída DVI da placa "escrava" em um conector chamado DMS-59 (ou DMS), que tinha um tamanho físico semelhante ao do DVI, mas com mais pinos, ou em conector chamado VHDCI (Very High Density Cable InterConnect), que é um conector originalmente usado por alguns dispositivos SCSI, na placa "mestre".
Na imagem acima temos uma duas placas ATI em modo Crossfire. Elas fazem parte da primeira geração do modo Crossfire, onde era usado um cabo externo para fazer a comunicação entre as duas.

CrossFire Nativo e CrossFireX

A segunda geração do Crossfire, chamado de Crossfire nativo, resolveu dois principais problemas encontrados na geração anterior: a necessidade de uma placa "mestre", já que desta vez o motor de composição está integrado ao chip gráfico de todas as placas de vídeo que suportam o Crossfire nativo e CrossfireX. O segundo problema solucionado foi a necessidade de usar o cabo externo para fazer a comunicação entre as placas de vídeo, que desta vez usa uma ponte similar a usada no modo SLI nas placas de vídeo topo de linha.

Na imagem abaixo temos uma imagem de dois conectores Crossfire nativo. Veja:
Agora temos uma imagem da ponte do Crossfire Nativo. Veja:
Assim como a NVIDIA, para placas mais simples a ATI decidiu usar a mesma abordagem usada pela NVIDIA: as placas são conectadas através do barramento PCI Express, dispensado o uso de uma ponte externa.
A terceira geração, CrossFireX, que é uma conexão Crossfire Nativo que permite a você conectar até quatro placas de vídeo baseadas nos chips ATI/AMD. Os conectores e pontes são idênticos aos do CrossFire Nativo, a diferença é como eles são conectados. Para usar o CrossfireX é necessário ter uma placa-mãe com três ou quatro slots PC Express x16 de modo a usar mais de duas placas de vídeo.
Abaixo temos uma imagem de quatro placas de vídeo em modo CrossfireX. Veja:


Hybrid CrossFireX

O Hybrid CrossFireX é o equivalente da tecnologia GeForce Boost da NVIDIA. Ele é voltado para micros de baixo custo equipados com placas-mães com vídeo on-board. Quando você instala uma placa de vídeo de "verdade" compatível com esta tecnologia, você pode configurar o micro para que a placa de vídeo e o vídeo on-board trabalhem juntos em paralelo no modo Crossfire, aumentando o desempenho em jogos.
Para usar Hybrid CrossFireX, você precisa ter uma placa mãe com chipset compatível e também uma placa de vídeo que suporte esta tecnologia.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Windows 7 Family Pack no Brasil

Disponível por tempo limitado nos Estados Unidos e alguns outros mercados durante o lançamento do Windows 7, o Family Pack retorna as prateleiras esse mês em comemoração ao primeiro aniversário do sistema operacional. E dessa vez chegando as lojas de muitos outros países, incluindo Brasil e Portugal. O anúncio foi feito por Ashley Brown, no Windows Blog.



Para quem já esqueceu, o Family Pack é uma nova opção de licenciamento do Windows. Ele permite upgrade para a edição Home Premium do Sete em até três computadores de uma mesma residência por um preço diferenciado e muito mais em conta.

Nos EUA o Family Pack sai por U$ 149,99 – economia de U$ 200. Os americanos já podem adquirir a edição limitada do Windows 7 na Microsoft Store e lojas físicas desde ontem (domingo, 3), enquanto que os brasileiros e residentes de outros 46 países poderão comprar o Family Pack a partir do dia 22 de outubro. O preço que será praticado por aqui não foi revelado.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O que é Tecnologia da Informação (TI)?

Introdução

Em seu início, a computação era tida como um mecanismo que tornava possível automatizar determinadas tarefas em grandes empresas e nos meios governamentais. Com o avanço tecnológico, as "máquinas gigantes" começaram a perder espaço para equipamentos cada vez menores e mais poderosos. A evolução das telecomunicações permitiu que, aos poucos, os computadores passassem a se comunicar, mesmo estando em lugares muito distantes geograficamente. Como conseqüência, tais máquinas deixaram de simplesmente automatizar tarefas e passaram a lidar com Informação.

Informação

A informação é um patrimônio, é algo de valor. Não se trata de um monte de bytes aglomerados, mas sim de um conjunto de dados classificados e organizados de forma que uma pessoa ou uma empresa possa tirar proveito. A informação é inclusive um fator que pode determinar a sobrevivência ou a descontinuidade das atividades de um negócio. E isso não é difícil de ser entendido. Basta imaginar o que aconteceria se uma instituição financeira perdesse todas as informações de seus clientes...
Apesar de possível, muito dificilmente uma empresa de grande porte consegue perder suas informações, principalmente quando se fala de bancos, cadeias de lojas, entre outros. No entanto, o que ocorre com mais freqüência é o uso inadequado das informações adquiridas ou, ainda, a sub-utilização destas. É nesse ponto que a Tecnologia da Informação pode ajudar.

Tecnologida da Informação

A Tecnologia da Informação (TI) pode ser definida como um conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação. Na verdade, as aplicações para TI são tantas - estão ligadas às mais diversas áreas - que existem várias definições e nenhuma consegue determiná-la por completo.
Sendo a informação um bem que agrega valor a uma empresa ou a um indivíduo, é necessário fazer uso de recursos de TI de maneira apropriada, ou seja, é preciso utilizar ferramentas, sistemas ou outros meios que façam das informações um diferencial competitivo. Além disso, é necessário buscar soluções que tragam bons resultados, mas que tenham o menor custo possível. A questão é que não existe "fórmula mágica" para determinar como utilizar da melhor maneira as informações. Tudo depende da cultura, do mercado, do segmento e de outros aspectos relacionados ao negócio ou à atividade. As escolhas precisam ser bem feitas. Do contrário, gastos desnecessários ou, ainda, perda de desempenho e competitividade podem ocorrer.
Tome como base o seguinte exemplo: se uma empresa renova seu parque de computadores comprando máquinas com processadores velozes, muita memória e placa de vídeo 3D para funcionários que apenas precisam utilizar a internet, trabalhar com pacotes de escritório ou acessar a rede, a companhia fez gastos desnecessários. Comprar máquinas de boa qualidade não significa comprar as mais caras, mas aquelas que possuem os recursos necessários. Por outro lado, imagine que uma empresa comprou computadores com vídeo integrado à placa-mãe (onboard) e monitor de 15" para profissionais que trabalham com Autocad. Para esses funcionários, o correto seria fornecer computadores que suportassem aplicações pesadas e um monitor de, pelo menos, 17". Máquinas mais baratas certamente conseguiriam rodar o programa Autocad, porém com lentidão, e o monitor com área de visão menor daria mais trabalho aos profissionais. Neste caso, percebe-se que a aquisição das máquinas reflete diretamente no desempenho dos funcionários. Por isso, é preciso saber quais as necessidades de cada setor, de cada departamento, de cada usuário.
Veja este outro exemplo: uma empresa com 50 funcionários, cada um com um PC, adquiriu um servidor de rede que suporta 500 usuários conectados ao mesmo tempo. Se a empresa não tem expectativa de aumentar seu quadro de funcionários, comprar um servidor deste porte é o mesmo que comprar um ônibus para uma família de 5 pessoas. Mas o problema não é apenas este. Se este servidor, por alguma razão, parar de funcionar, a rede ficará indisponível e certamente atrapalhará as atividades da empresa. Além disso, se a rede não estiver devidamente protegida, dados sigilosos poderão ser acessados externamente ou mesmo um ataque pode ocorrer.

.: Livros sugeridos :.
:: Administração da Tecnologia da Informação
:: Perspectivas Da Tecnologia Da Informação
:: Governança de TI: Tecnologia da Informação

Com os exemplos citados anteriormente, é possível ver o quanto é complicado generalizar o que é TI. Há ainda vários outros aspectos a serem considerados que não foram citados. Por exemplo, a empresa deve saber lidar também com segurança, com disponibilidade, com o uso de sistemas (eles realmente devem fazer o que foi proposto), com tecnologias (qual é a melhor para determinada finalidade), com recursos humanos qualificados, enfim.
A TI é algo cada vez mais comum no dia-a-dia das pessoas e das empresas. Tudo gira em torno da informação. Portanto, quem souber reconhecer a importância disso, certamente se tornará um profissional com qualificação para as necessidades do mercado. Da mesma forma, a empresa que melhor conseguir lidar com a informação, certamente terá vantagens competitivas em relação aos concorrentes.

Emerson Alecrim, em 15/08/2004. Atualizado em 27/08/2008.

domingo, 3 de outubro de 2010

CEO do Google prevê os próximos passos da tecnologia

De acordo com Eric Schmidt, o computador e o cérebro humano irão trabalhar por troca equivalente, onde um ajuda o outro naquilo que cada um não é tão bom.

Você é capaz de pensar em qual é o próximo passo a ser dado pela tecnologia? O CEO do Google, Eric Schmidt, diz que o objetivo a seguir é o mesmo de sempre: aumentar a capacidade humana de lidar com informações que o próprio cérebro humano não é capaz de acompanhar.


De acordo com o CEO, será uma troca equivalente, onde os computadores terão de lidar com coisas que os humanos não são bons e vice-versa. E, ainda segundo Schmidt, há um bom número de coisas que os humanos não são bons - incluindo dirigir.
Neste ponto, Schmidt afirma que os computadores deveriam ser os únicos a dirigirem carros e, quanto a isso, o CEO disse que parece um bug os carros terem sido inventados antes dos computadores.
Com essas previsões, o Google vem oferecendo ferramentas para facilitar o cotidiano do usuário, como é o caso do Google Maps e o recente Instant Google que, segundo ele, dá parte de seu tempo de volta quando fornece resultados de pesquisa em tempo real.
O próximo passo para ajudar o cérebro humano no armazenamento de dados é a indexação de quase todo o resto de informação do usuário - incluindo email e outros dados que geralmente as pessoas guardam a sete chaves. Para acessar essas informações, "o Google ainda vai te pedir permissão umas 500 vezes" até conhecer uma maneira fácil de acessar a grande quantidade de informação que o cérebro humano geralmente não consegue acompanhar.


sábado, 2 de outubro de 2010

Patriot Lança Novos Gabinetes Para Discos Rígidos/SSDs

Autor: Cássio Lima Data: 29 de Setembro de 2010 - 10:59 H

Categoria: Armazenamento
Mais Informações: http://www.patriotmemory.com/products/groupdetailp.jsp?prodgro...

A Patriot acaba de lançar dois novos gabinetes para discos rígidos e unidades SSD, o Convoy 425S e o Convoy 425XL. Ambos são feitos em alumínio, possuem duas ventoinhas de 40 mm, ocupam uma baia de 5 ¼” nogabinete  do micro e suportam a instalação de até quatro discos rígidos ou unidades SSD de 2 ½”. O modelo Convoy 425XL também suporta RAID (0,1,3,5,10 e JBOD).Informações sobre preço não foram divulgadas.

Versão final do Windows Live 2011 está disponível para download

Atualização traz correção de alguns bugs, como o problema de aparecer offline para os contatos quando na verdade o usuário está online.
A Microsoft liberou para download nesta quinta-feira (30/09) a versão final do Windows Live 2011.
As novidades incluem nova versão para o Messenger, Galeria de Fotos, Writer (para fazer publicações em blogs), Mail e Proteção para a Família. Além disso, alguns bugs foram corrigidos, como o problema de aparecer offline para os contatos quando o usuário estava online.
É possível escolher quais aplicativos da suíte Windows Live serão instalados no seu computador.
O download pode ser feito através da página oficial do serviço. Por padrão, o aplicativo está disponível em inglês para download. No entanto, basta alterar a linguagem para o português antes de baixar o arquivo.
A suíte possui suporte somente aos sistemas Windows Vista e Seven.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Brasil cresce 7% no mercado de TI em 2010

O mercado mundial de TI deve movimentar em 2010 mais de US$ 1 trilhão e 500 bilhões, número que aponta um crescimento de 5,8% em relação a 2009. Somente o mercado de infraestrutura deve atingir a marc...

Publicado em: 30 de setembro de 2010 | Leituras: 341  | Fonte: B2B Magazine


O mercado mundial de TI deve movimentar em 2010 mais de US$ 1 trilhão e 500 bilhões, número que aponta um crescimento de 5,8% em relação a 2009. Somente o mercado de infraestrutura deve atingir a marca de US$ 773 bilhões, ou seja, 2,7% a mais do que o faturado no ano anterior. Ainda neste cenário, o Brasil detém 1,8% do mercado mundial e deve crescer 7% em 2010. Estes dados foram apresentados pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, consultoria e eventos para as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, durante o IDC Brazil Infrastructure, Storage & Virtualization Conference 2010, realizado na semana passada, em São Paulo.  
 “Países mais maduros em aquisição de tecnologia como Estados Unidos e Japão irão apresentar taxas de crescimento menores do que as apresentadas por países emergentes. Dentro deste cenário, o Brasil ainda deve ter números medianos quando comparados às de Rússia e Índia”, declara Alexandre Vargas, analista do mercado de infraestrutura da IDC Brasil.
Dentro do mercado brasileiro de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, os gastos devem ser de R$ 32 bilhões e R$ 64 bilhões, respectivamente em 2010. “Os maiores impulsionadores de tecnologia serão os dispositivos móveis, com um crescimento de 24,7% nos próximos anos, e os PCs, com um aumento de 8,6%. Os mercados de servidores e storage juntos correspondem a apenas 1,5% deste total”, completa Alexandre.
Para 2011 as prioridades da área de TI de médias e grandes empresas estão relacionadas à implantação e melhorias na área de governança, afinal muitas organizações já adquiriram uma infraestrutura e agora começaram a notar que é preciso crescer de maneira ordenada.   Nos últimos anos, as empresas focaram em consolidação e virtualização. Agora, as questões de automação e provisionamento estarão na pauta dos gestores de infraestrutura. Para Vargas, quem trabalha em infraestrutura e não tem conhecimento de virtualização, precisa se preocupar. “A implementação de soluções baseadas em Cloud Computing é importante para todas as organizações e já é uma realidade. Chegou a hora de avaliar quais ambientes e aplicações já podem ser migradas para a nuvem e, para isso, é necessária a ajuda de um fornecedor especializado”.
Para Reinaldo Roveri, gerente de pesquisa da IDC, Cloud Computing não é mais um hipe de mercado. “Hoje, 40,3% das 330 médias e grandes empresas entrevistadas pela IDC para um estudo sobre Computação nas Nuvens, estudam o assunto. Poucas ainda têm plano de investimento, mas esse cenário deve mudar em breve. Recomendamos que elas fiquem atentas à explosão dos aplicativos e às políticas de segurança”.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

10 invenções desconhecidas de Thomas Edison


Sem dúvida, nossas vidas seriam muito diferentes sem as invenções de Thomas Alva Edison. Este criador prodigioso mudou nossa cultura de formas incontáveis com dispositivos aparentemente milagrosos que inundavam seu laboratório em Nova Jersey. 
Nascido em Ohio em 1847, Edison obteve sua primeira patente aos 22 anos de idade. A última patente em seu nome foi concedida dois anos depois de sua morte, em 1933. Entre ambas, ele contabilizou 1.093 patentes nos EUA e 1.200 patentes em outros países. Biógrafos calcularam que Edison conseguiu uma patente a cada duas semanas durante sua vida de trabalho. Mesmo muitas de suas invenções não sendo exclusivas - e ele engajou em algumas batalhas judiciais bem divulgadas com outros inventores cujas ideias ele "emprestou" -, a habilidade de Edison para o marketing e o uso de sua influência geralmente davam o crédito a ele.
A maioria das invenções de Edison caíam em oito categorias principais: baterias, luzes e energia elétrica, toca-discos e gravação de sons, cimento, mineração, imagens em movimento, telégrafos e telefones. Mas embora o "Mago de Menlo Park" seja lembrado por suas maiores invenções - as imagens em movimento, a luz incandescente e o toca-discos -, sua mente incansável também produzia algumas ideias que não eram tão bem conhecidas, e algumas dessas não foram bem-vindas para o público.
Continue lendo para descobrir por que membros do Congresso americano rejeitaram uma máquina projetada para torná-los mais eficientes e como outra invenção de Edison assustou garotinhas e endureceu seus pais. Você também vai descobrir sobre um dispositivo que poderia manter a genialidade de Edison conosco até hoje.


por Martha Barksdale

Curso básico de redes – final

Este artigo é uma colaboração do leitor Felipe Alencar, do blog Onisciência. Agradecemos! Deseja colaborar também? Envie um e-mail para pauta@guiadopc.com.br.


Modelo OSI – uma breve explicação
Não canso de afirmar que o assunto redes é algo fascinante. O número de possibilidades que se consegue interligando computadores é espantoso! Mas mais fascinante ainda é entender como tudo isso funciona, como tudo isso trabalha! A ISO (International Organization for Standardization Tabajara), uma entidade que reúne os grêmios de padronização/normalização de vários países, desenvolveu um padrão, ou modelo, para a conexão de computadores. É o famoso e tão falado Modelo OSI, que divide a rede em sete camadas e explica como essa “mágica” acontece.
Existem muitos livros, cursos e metodologias que se destinam a explicar o modelo OSI das mais variadas formas. Alguns começam de baixo, explicando a camada física, que contém os cabos, outros já começam de cima, da aplicação ou do software que está solicitando dados da rede, enfim, da minha parte, tentarei ser o mais didático e claro possível na minha explanação, não fazendo confusão com algo que em si é simples.
O modelo OSI (Open Systems Interconnection – Interconexão de Sistemas Abertos) divide a rede em sete camadas, são elas:
  • 7. Aplicação;
  • 6. Apresentação;
  • 5. Sessão;
  • 4. Transporte;
  • 3. Camada de Rede;
  • 2. Link de Dados;
  • 1. Camada Física.
Explicarei usando um exemplo prático. Imagine que você abra o navegador e acesse o endereço http://www.guiadopc.com.br. Estamos na camada 7 (Aplicação), onde o navegador, no caso o Opera, faz o papel do aplicativo que necessita acessar arquivos da rede. O Opera solicita os arquivos necessários ao sistema operacional que, por sua vez, abre uma Sessão, sim, esta é a camada 5.
Por que eu pulei a camada 6? Por que ela não é obrigatória em todos os casos, não é usada sempre. Mas ela funciona mais ou menos como uma camada adicional, quando é necessário fazer algum trabalho extra, como, por exemplo, criptografar dados a fim de aumentar a segurança.
Bem, continuando… O sistema operacional, após receber a solicitação do navegador, abre uma Sessão (Camada 5), que só é fechada quando o aplicativo recebe todos os dados solicitados. É nessa camada que o S.O verifica os arquivos recebidos, solicita retransmissões em caso de perda de pacotes ou reporta algum tipo de erro que esteja impossibilitando o recebimento dos dados.
Após verificar o endereço IP do site, o protocolo que será usado e outros detalhes, o S.O transforma a requisição feita pelo aplicativo, no caso o navegador, num pacote de dados. Isso acontece no quarta camada, a de Transporte, onde entra em cena o protocolo TCP (Transmission Control Protocol).
Algo muito importante e que deve ser entendido perfeitamente, é que as camadas 4 e 3 trabalham em conjunto. Na camada 4 temos a atuação do protocolo TCP, enquanto que na camada 3 vemos a figura do protocolo IP entrar em ação.
Explicando de forma genérica, o sistema operacional precisa enviar o pedido feito pelo navegador para o servidor onde o Guia do PC está hospedado. Para isso, o protocolo TCP transforma a requisição num pacote e o protocolo IP endereça esse pacote para o servidor do Guia do PC. Abaixo temos uma imagem ilustrando esse conceito:
Em um pacote TCP/IP, temos no máximo 1500 bytes. Destes, 40 bytes se destinam aos cabeçalhos TCP e IP. No cabeçalho TCP temos o número da porta de origem e número da porta de destino, no cabeçalho IP temos o número do IP de origem e o número do IP de destino, além de códigos de verificação, número do pacote, espaço para inclusão de opções etc… Assim sendo, dos 40 bytes reservados aos cabeçalhos, 20 dizem respeito ao TCP e os outros 20 se referem ao IP. Os 1460 bytes restantes são para o conteúdo do pacote.
É importante ressaltar que muito embora o TCP e o IP sejam dois protocolos distintos, eles têm íntima ligação, trabalhando em conjunto. Por isso que eles são chamados de uma forma que dá a entender que são um protocolo só, o TCP/IP.
Ok, depois de ter criado o pacote e o endereçado corretamente, ele já está pronto para ser encaminhado ao servidor. Chegamos então à camada 2 (Link de Dados), onde nos deparamos com as placas de rede e switches.
Ao receber os pacotes TCP/IP, a placa de rede não entende p**** nenhuma de tudo aquilo! Ela não entende TCP, ela não entende endereçamento IP, então, o que que ela vai fazer com isso tudo!? Ela vai trabalhar de acordo com aquilo que ela entende, que são endereços MAC.
Endereços MAC nada mais são dos que os endereços físicos das placas de rede. Eles são únicos para cada placa e atribuidos ainda em fábrica, gravados na ROM. Em tese, cada placa de rede deve ter o seu endereço MAC que, por suas vez, não deve ser igual a nenhum outro. Eles são compostos por 48 bits (6 bytes) representados por 12 dígitos hexadecimais. Um exemplo de um endereço MAC: 00:10:50:4B:6D:80.
Então, a nossa querida placa de rede transforma o pacote TCP/IP num frame Ethernet, contendo o endereço MAC de origem e o de destino. Bom, vamos de imagem que fica mais fácil de entender:
Este é o frame ethernet já completo. Aqueles 8 bytes lá no canto esquerdo, é um preâmbulo e uma sequência de inicialização que avisa aos outros micros da rede que uma transmissão está prestes a começar. Ele é descartado pelas placas de rede. Aí temos o cabeçalho MAC, formado por 14 bytes, que diz o endereço MAC de origem e o de destino, além do tipo de dados. No campo de Dados está o pacote TCP/IP cuja estrutura já vimos mais acima e por fim, 4 bytes de CRC, que as placas de rede usam para checar a integridade do frame depois temos o citoplasma, as mitocôndrias….
Após essa burocracia toda, finalmente chegamos até a camada 1 (Camada Física), representada pelos próprios cabos responsáveis de levar as informações de um canto a outro. Podem ser cabos de par trançado, cabos de fibra óptica, sinais de rádio das redes wireless, enfim, qualquer que seja o meio usado para o transporte dessas informações.
Finalmente os dados são enviados ao servidor do Guia do PC, que responderá à requisição enviando os arquivos solicitados de volta, nos possibilitando acessar a página.
Interessante salientar, também, a posição dos dispositivos usados nas redes dentro do modelo OSI e como isso nos ajuda a entender as suas funções. Por exemplo, os cabos atuam na camada 1, apenas fazendo o transporte dos bits, mas também temos a figura dos antigos hubs, chamados de burros, já que eles apenas retransmitiam as informações, sem entender absolutamente nada daquilo! Na camada 2, além das placas de redes, vemos o switch atuar nessa área, já que ele entende endereços MAC e é capaz de “fechar circuitos” entre dois computadores. E na camada 3, temos o roteador, que já entende endereços IP e descarta o frame ethernet com os endereços MAC. Para ficar mais fácil de entender, elaborei uma tabela com os integrantes de cada camada:
Este é o Modelo OSI e suas sete camadas, juntamente com a forma de atuação de cada uma delas. Como eu disse, seria apenas uma breve explicação, é claro que existem inúmeros outros detalhes que eu não abordei neste texto em prol da brevidade e para que todos pudessem ter uma visão geral de como funciona esse modelo. Mas a rede explica a rede, vocês têm todo o material do mundo à sua disposição, basta ter interesse em procurá-lo na grande rede.